Como funciona o Imposto de Renda sobre investimentos

Entender a burocracia por trás desse tipo de tributação pode garantir o sucesso das suas aplicações financeiras

Nos dias 31 de agosto e 30 de setembro serão pagos os 4º e 5º lotes do calendário de restituições do Imposto de Renda. Para aqueles que vão receber ou já receberam o valor, esse dinheiro extra pode ser uma boa oportunidade para investir e aumentar a renda.

Mas, daí, pode surgir a dúvida sobre qual é a categoria de investimentos mais adequada. Para tomar a melhor decisão, entender as vantagens e desvantagens tributárias de cada investimento é importante na hora de decidir onde aplicar o seu dinheiro.

Situações em que a declaração é facultativa

É opcional informar saldos bancários, como nos casos de poupança e outras aplicações financeiras, quando o valor desse saldo não ultrapassa R$ 140.

Rendimentos isentos no IR

Existem alguns tipos de investimentos que são isentos na cobrança do IR. Esses investimentos devem, obrigatoriamente, ser declarados, quando ultrapassam o valor facultativo de R$ 140, mas não sofrem incidência de imposto. Aplicações na caderneta de poupança, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são algumas delas.

Existe também isenção de impostos para os investimentos em operações efetuadas com ações, no mercado à vista de bolsas de valores ou mercado de balcão ou outro, contanto que o valor da venda total destes ativos não ultrapasse 20 mil por mês. Mas, ainda que haja isenção, também é importante declarar esse valor para não cair na “malha fina” da Receita Federal.

Tributação de aplicações em renda fixa

Os títulos de renda fixa podem ser tanto públicos quanto privados. Os públicos são negociados pelo Tesouro Direto e emitidos pelo Governo Federal. Já os privados, como os Certificados de Depósito Bancário (CDB), são emitidos por instituições bancárias e empresas. Nas duas modalidades, o investidor “empresta” dinheiro ao emissor.

Os rendimentos relativos à aplicação de renda fixa são tributados por meio de tabela regressiva:

  • Em até 180 dias, a alíquota é de 22,5%;
  • D 181 a 360 dias, é de 20%;
  • De 361 a 720 dias, é de 17,5%
  • Acima de 720 dias, fica em 15%.

É importante ressaltar que esses percentuais incidem sobre os rendimentos e não sobre o valor total investido e, em geral, a tributação é realizada de forma automática pela instituição financeira.

Tributação em ações

Nas vendas de ações que ultrapassam os 20 mil por mês, é cobrado 15% sobre o ganho líquido, ou seja, a diferença positiva entre o valor de venda do ativo e o seu custo de aquisição.

No resgate de cotas de fundos de ações, a alíquota é de 15%. Nessa modalidade, o imposto é retido pelo administrador na data de resgate, sendo considerado imposto exclusivo da fonte. A alíquota para ações day trade, operações iniciadas e encerradas no mesmo dia, é de 20%.

Criptomoedas

As moedas virtuais devem ser declaradas pelo valor de aquisição. Os rendimentos com vendas acima de 35 mil por mês segundo alíquotas progressivas, que são definidas em função do lucro.