Conheça os impactos do afastamento por doença em sua saúde financeira

Veja como o benefício é calculado

A renda mensal é tão imprescindível às famílias do Brasil que somente a ideia de sua redução, já causa uma elevada carga de estresse.

Face às dificuldades impostas pela pandemia, o afastamento por doença é cada vez mais comum e, quando há necessidade de recorrer ao benefício, várias dúvidas começam a surgir.

Verdade seja dita, as alterações nos formatos de trabalho durante a pandemia - que vão desde a mudança do estilo presencial para o home office, com alteração do horário de expediente, até reduções ocasionais de contratos de trabalho - tornaram, para muitas famílias do país, mudanças na quantia de renda mensal realidades comuns.

No entanto, para quem não parou durante a pandemia, reduções vieram, para tantos outros, com o afastamento por doença.

Pesquisa realizada pela Fiocruz, em parceria com pesquisadores espanhóis, revelou que 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais tiveram episódios de depressão e ansiedade após o início do isolamento social e a perspectiva de risco à exposição ao coronavírus com a continuidade da rotina diária.

Outro argumento utilizado na pesquisa foi o aumento da Síndrome de Burnout, transtorno psíquico similar à depressão, acrescentado de episódios de síndrome do pânico.

Para quem precisa de auxílio para cuidados com saúde, o afastamento por doença é uma solução amigável. Parar, se recuperar e manter parte da renda foi, para diversos brasileiros, uma boa opção.

Entenda melhor como funciona o benefício:

 

O que é o auxílio doença?

O auxílio doença é um benefício disponível a segurados do INSS que comprovem estar temporariamente incapazes de realizar suas atividades laborais.

 

Quem tem direito?

  • Empregados, domésticos ou trabalhadores avulsos com registro em carteira

Com recolhimento mensal de 8 a 11% do salário, descontados na folha de pagamento por empregadores ou sindicatos, para o INSS.

  • Contribuintes individuais ou segurados especiais e facultativos

Autônomos, empresários, comerciantes, feirantes, trabalhadores rurais, pescadores, donas de casa, estudantes com mais de 16 anos e síndicos que exercem funções não remuneradas ou sem vínculo empregatício que contribuem mensalmente com o INSS por meio de GPS (Guia da Previdência Social). 

Para todos, é preciso ter havido recolhimento por 12 meses, entretanto, a perícia médica do INSS pode liberar o benefício antes desse prazo, caso julgue necessário.

Como o cálculo é feito?

Há três etapas no cálculo do benefício:

Primeiramente, é feita uma média dos 80% maiores salários recebidos durante o período de contribuição do segurado por meio de sistema.

Na continuidade, o valor é multiplicado pela alíquota de 0,91.

Por último, é feita uma comparação entre o valor obtido e a média dos 12 últimos salários do contribuinte, considerando a menor entre os dois valores, a renda mensal a ser paga.

Como regra geral, o valor do benefício não pode ser inferior à um salário mínimo, R$ 1.100,00 nem ser acima do teto previdenciário, R$ 6.433,57.

 

Como manter a saúde financeira caso o benefício seja necessário?

 

Caso você precise do benefício, o principal conselho é manter a calma. Recuperar sua saúde é algo que não pode esperar, por isso, fique tranquilo. Como em todos os outros aspectos da vida, esta é uma fase que será superada.

Em seguida, pratique conceitos de educação financeira para este momento:

 

Organize suas finanças

Cortes podem ser necessários e vão tirar alguns pesos em seu orçamento. Avalie criteriosamente e ajuste seu planejamento.

 

Estime seu período de afastamento

Para alguns é curto e para outros, um período mais longo. Estabeleça esta cronologia para determinar por quantos meses você precisará estar mais atento.

 

Cuidado com novas dívidas

Nesta fase, não convém aumentar seus gastos, ainda que haja estimativa de retorno.

 Poupe especialmente para tratar de sua saúde com prioridade.

Nota: O pagamento referente aos primeiros quinze dias de afastamento é de responsabilidade do empregador e, a critério de cada empregador, poderá ser  exigida a validação do atestado por um médico do trabalho. Caso esse período se estenda, a partir do 16º (decimo sexto) dia de afastamento o trabalhador passa pela avaliação do médico perito do INSS para autorizar, ou não, o benefício por maior prazo.