O pedido parece simples. Seu filho quer um cachorro, um gato ou qualquer outro bichinho fofo para fazer companhia. Você pensa no sorriso da criança, na empolgação de ter um novo membro na família e, em muitos casos, acaba dizendo sim sem pensar muito. Mas a verdade é que ter um animal de estimação exige mais do que carinho e boa intenção. Existe um custo real, contínuo e que pode pesar no orçamento se não for planejado com antecedência.
O primeiro gasto costuma ser a compra ou adoção, mas esse valor inicial é o menor de todos. O que pesa mesmo são os custos mensais e os imprevistos que vêm com o tempo. Mesmo animais de pequeno porte precisam de cuidados constantes e estrutura adequada para viver com saúde e bem-estar. Isso inclui alimentação de qualidade, idas ao veterinário, vacinas, higiene e, às vezes, medicamentos. Se você viaja com frequência, ainda deve considerar serviços de hospedagem ou creche especializada.
Veja uma média de valores mensais para animais comuns em casas de classe média:
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Ração: entre 100 e 250 reais
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Vacinas e consultas: cerca de 200 reais por mês, se diluído ao longo do ano
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Banho e tosa: entre 80 e 150 reais
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Produtos de higiene e brinquedos: mais 50 a 100 reais
Tudo isso sem contar emergências. Um simples procedimento veterinário pode custar mais de mil reais. E quando esse tipo de gasto chega sem aviso, é comum ele afetar o que estava reservado para outros objetivos, como os aportes da previdência privada. Por isso, é fundamental avaliar com cuidado antes de tomar a decisão.
O animal pode sim trazer muita alegria para a casa, mas precisa caber no bolso. Atender ao pedido do filho com responsabilidade é o melhor caminho para garantir que a convivência com o pet seja leve, saudável e sustentável para todos.