Renegociação de dívida: a parcela menor pode esconder um custo maior

Uma proposta de renegociação costuma destacar a nova parcela. Quando o valor mensal cai, a sensação de alívio é imediata. Falta saber quantas parcelas serão pagas, qual entrada será exigida e quanto sairá do bolso até o fim do acordo.

Peça a proposta completa por escrito. Ela deve permitir identificar o saldo negociado, encargos, entrada, número de pagamentos, valor de cada parcela e total final. Em operações de crédito, consulte também o Custo Efetivo Total, que reúne juros, tarifas, tributos e outros encargos previstos.

Compare alternativas com a mesma referência. Uma opção pode ter parcela menor porque alonga muito o prazo. Outra pode exigir entrada que compromete aluguel, alimentação ou transporte. O melhor acordo é aquele que reduz o problema sem criar um novo atraso nas despesas essenciais.

Inclua a parcela no orçamento antes de assinar. Simule pelo menos os próximos três meses, especialmente dezembro e janeiro. Se a prestação só cabe porque o décimo terceiro foi contado duas vezes ou porque uma conta anual ficou de fora, a proposta ainda precisa ser ajustada.

Confirme o canal de negociação. Use o aplicativo, o site ou o telefone oficial do credor. Não envie documentos nem faça pagamento para um contato que apareceu apenas por mensagem. Desconfie de pressão para decidir imediatamente e de boletos emitidos por terceiros desconhecidos.

Peça a proposta completa por escrito antes de aceitar a nova parcela. A renegociação serve para recuperar o controle, e isso depende de conhecer o custo e conseguir cumprir o acordo até o último pagamento.