Vai ao shopping? Confira 7 estratégias para sair de lá sem dívidas

Local favorece compras por impulso e a cultura do consumismo

Pesquisa realizada pelo Ibope revela que o consumidor brasileiro vai ao shopping center cerca de quatro vezes por mês. A frequência garante ao setor uma história de sucesso, com resultados econômicos em constante crescimento desde que os primeiros centros de compra foram instalados no Brasil, na década de 1960.

É fácil explicar o sucesso desse tipo de estabelecimento. Eles oferecem praticidade e segurança reunindo, num mesmo lugar, opções de compras, lazer, alimentação e cultura. Porém, ao lado de tantos benefícios, existem riscos. O shopping favorece as compras por impulso e a cultura do consumismo.  Diante das vitrines coloridas e das promoções atraentes, é difícil, mesmo, manter o firme propósito de comprar só o que é realmente necessário. Mas não impossível. Aprenda algumas estratégias para ajudá-lo a evitar os gastos por impulso:

1 - Defina seus objetivos antes de sair de casa:  se você vai ao shopping com o intuito de ir ao cinema, assista ao filme e volte. Evite parar diante das vitrines, aconselha Rogério Nakata, planejador financeiro certificado pelo IBCF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros).

2 - Pesquise preços: antes de sair às compras, faça uma pesquisa de preços (pode ser até pela internet) e calcule, antecipadamente, quanto pretende gastar. E fique firme no valor previsto, aconselha a economista Karina Leal, planejadora financeira da WG Finanças Pessoais.

3 - Estabeleça um “prazo de carência”: se encontrou algo que te agradou, não compre imediatamente. Dê um prazo de 24h a 48h, enquanto se pergunta se a compra é realmente necessária. “Se quiser um complemento para a tomada de decisão utilize a regra do ‘Que-Me-Pre-Po-De’: Eu quero? Eu mereço? Eu preciso? Eu posso? Eu devo? ”, diz Nakata. 

4 - Coma antes de sair de casa: para o planejador financeiro Rogério Nakata, essa atitude evita gastos altos, uma vez que no shopping tudo tende a ser mais caro. “Se o objetivo é fazer compras, não há porque gastar com alimentação ou guloseimas. Comendo em casa você sacia a fome e não tem a possibilidade de comer por impulso”, enfatiza.

5 - Escolha o dia certo: muita gente não sabe, mas todo vendedor tem uma meta diária e mensal de vendas de produtos. “Ir ao shopping no fim do dia ou do mês, quando geralmente os vendedores já cumpriram as suas metas, pode significar economia principalmente quando se trata de lojas que aceitam negociação de preços”, diz Karina.

6 - Não vá ao shopping com problemas emocionais e com fome: fazer compras para suprir vontades e carências físicas e emocionais sempre acaba excedendo o limite desejável, diz a economista Karina Leal. Sendo assim, não vá às compras com fome, ou quando estiver ansioso ou triste.

7 - Valorize o seu salário:  você sabe quantas horas de trabalho custam aquele belo sapato que você viu na vitrine? Rogério Nakata sugere fazer uma conta simples. Primeiro, descubra quanto você ganha por hora. Basta dividir o salário pelas horas trabalhadas. Por exemplo: se o seu salário é R$ 2 mil e você trabalha 220 horas mensais, a hora trabalhada é o resultado de R$ 2 mil dividido por 200h = R$ 10,00. Então, se pegar o valor do bem que deseja adquirir pelo valor por hora trabalhada, saberá quanto tempo precisará dedicar à sua atividade para a compra de determinado item. Ainda utilizando o mesmo exemplo, se o sapato custa R$ 200,00 e o valor de sua hora trabalhada é R$ 10,00, você precisa de 20 horas de trabalho (cerca de dois dias) apenas para comprar o calçado. Vale a pena? Você é que decide.

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