Conheça os principais tipos de investimentos

Organização financeira não significa só pagar as contas do mês em dia. O dinheiro precisa render para ajudá-lo a realizar os seus sonhos: comprar uma casa, fazer uma viagem, pagar uma boa faculdade para os filhos. E dinheiro parado na conta corrente não rende absolutamente nada. Por isso, é importante saber investir as economias em fundos que fazem o seu dinheiro aumentar com o tempo.

Basicamente, os investimentos se dividem em duas famílias: os de renda fixa e os de renda variável. Os primeiros rendem quase sempre a mesma coisa, todos os meses. Já os variáveis, como o nome já diz, podem pagar muito em um mês e, no outro, até dar algum prejuízo.

“Os investimentos em renda fixa são aqueles que pagam juros, como a poupança ou o CDB. Os investimentos em renda variável envolvem bens, como imóveis e ações. A rentabilidade, nesse último caso, dependem do quanto essa posse vai se valorizar no mercado”, explica o especialista em finanças e economia André Massaro, professor do Instituto Educacional BM&FBovespa. Por isso, os investimentos em renda fixa costumam ser mais seguros que os de renda variável. Por outro lado, o potencial de ganho também é menor nos investimentos que são mais conservadores.

Para saber como aplicar bem o seu dinheiro, o primeiro passo é conhecer os principais tipos de investimentos disponíveis no mercado.

Previdência privada
O objetivo desse investimento é complementar a aposentadoria paga pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O investidor aplica mensalmente uma quantia que, no futuro, poderá ser sacada integralmente ou paga mensalmente, como complemento à aposentadoria. A rentabilidade varia de acordo com as aplicações feitas – em geral, o gestor do fundo faz uma combinação entre investimentos em renda fixa e variável.

O ponto crucial deste tipo de investimento é que ele é de longo prazo, ou seja, para o dinheiro render, não se deve mexer antes do prazo estabelecido, sejam 10, 20 ou 30 anos. “Todos os planos de previdência têm uma carência, ou um tempo mínimo que precisa ser esperado antes de se fazer a solicitação de resgate ou portabilidade”, afirma o consultor de investimentos e planejador financeiro, Marco Harbich. Existem dois tipos de previdência complementar: as abertas e as fechadas. Entenda a diferença aqui.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)
Trata-se de um título de dívida emitido exclusivamente por instituições financeiras. Ao investir no CDB, na prática, você está emprestando dinheiro ao banco, que tem o compromisso de devolvê-lo na data de vencimento do título, acrescido de juros. Eles podem ser prefixados (quando a taxa de retorno é sabida no momento da operação) ou pós-fixados (o valor final do resgate depende da taxa de juros básicos da economia, a Selic, ou da inflação do período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA). “A rentabilidade varia de banco para banco, porém, tende a ser melhor quanto mais a pessoa investe. Ou seja, quanto maior o volume aplicado, maior será a rentabilidade”, diz Harbich. Os riscos são baixos e todo investidor em CDB tem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para investimentos de até R$ 250 mil.

Tesouro Direto
Esse é um programa semelhante ao CBD: quem investe no Tesouro Direto se torna sócio do governo federal, empresta dinheiro ao país e, por isso, recebe uma remuneração. É considerado pelos especialistas um investimento de renda fixa seguro, já que é mais fácil um banco quebrar do que um país inteiro. Além disso, é acessível: com R$ 30 já é possível iniciar uma aplicação. Existem duas categorias de títulos: prefixados, em que o investidor sabe antecipadamente quanto a aplicação vai render, e os pós- fixados, em que o valor final do resgate depende da taxa de juros básicos da economia (Selic) ou da inflação (IPCA). Para investir é preciso ter cadastro no site do Tesouro Nacional.

Ações
As ações são pequenas partes de uma empresa negociadas na bolsa de valores. Ao comprar ações, o investidor passa a ter direito à parte correspondente dos lucros daquela instituição, quando ela conquista resultados positivos. “A maior vantagem das ações é o potencial de ganho, mas há também a possibilidade de perda parcial ou total do dinheiro investido”, diz o especialista em finanças e economia André Massaro. Por isso, para investir em ações, é preciso ter mais conhecimento sobre o mercado, além de tempo para monitorar o negócio. Os especialistas não recomendam aplicar pequenas quantias, já que os custos podem não compensar o retorno. Esse é um investimento de longo prazo e é preciso ter sangue frio para suportar as oscilações do mercado”, avisa Harbich.

Tags: investimentos tesouro direto

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